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terça-feira, 12 de junho de 2018

Fila não anda: Rússia recebe último suspiro de geração argentina por fim de jejum

Uma fila que não anda. Um jejum incômodo. Uma última oportunidade para que outra geração supertalentosa não passe em branco com a camisa albiceleste. Não seria exagero apontar a Argentina como uma das seleções mais pressionadas na Rússia.

Messi e sua turma chegam à Copa do Mundo quase que com a obrigação de encerrar o período de 25 anos sem títulos, suprindo a carência de um país que não sabe o que gritar campeão desde a aposentadoria de Maradona.
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Messi foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo no Brasil, mas ficou com o vice (Foto: Agência Reuters)

E não são somente as duas décadas e meia que pesam neste angustiante grito entalado na garganta. A sequência dos fatos desde a conquista da Copa América de 1993 até o Mundial da Rússia torna ainda mais dolorosa a espera. Não tem aquele ditado de quanto maior a expectativa, maior a frustração? Se encaixa perfeitamente neste caso.

Romero, Samuel, Zanetti, Ayala, e Sorín; Mascherano, Ortega, Verón e Riquelme; Messi e Tévez. Sem contar Hernán Crespo, Saviola, Aimar, Gallardo, Cláudio Lopez, Diego Milito entre outros. Coloque nesta lista ainda contemporâneos como Di Maria, Agüero e Higuaín. A Argentina tem praticamente um elenco inteiro de craques consagrados ao longo desse período, mas sem nem um trofeuzinho pela seleção.
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Messi, Tévez e Riquelme: símbolos de uma Argentina sem títulos (Foto: Editoria de Arte)

São gerações que encantaram, revelaram jogadores para os maiores clubes da Europa e passaram o trator em competições nas categorias de base. São seis títulos mundiais sub-20 e dois ouros olímpicos. Tudo para dar certo, mas sempre deu errado.

A ansiedade pelo surgimento de um novo Maradona atrapalhou a trajetória de craques como Ortega e Riquelme pela equipe nacional. Até Messi sofre com as cobranças para dar ao seu povo o que Diego deu há 32 anos, no México. O jejum, por sua vez, parece abusar das doses de crueldade.

Foram sete vice-campeonatos em 16 competições disputadas. O "quase" dói mais. Principalmente quando acontece de forma consecutiva, como na últimas Copa do Mundo e duas Copas América. Coloque nesta lista ainda três derrotas em finais para o Brasil. Adriano Imperador que o diga.
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Seleção Argentina na Copa América de 1993: Goycochea, Redondo e Batistuta se destacam (Foto: Arquivo/AFA)

A Argentina teve que aturar ainda o maior rival viver décadas gloriosas. O Brasil levantou duas Copas do Mundo, quatro Copas América e quatro Copas das Confederações. Elementos que sobrecarregam o elenco atual, que parece chegar à Rússia no limite: ou vencem e entram para história, ou passarão a vez nesta fila.

Trintões como Di Maria, Higuaín e Agüero dificilmente resistiriam a mais um fracasso com a camisa azul e branca. A lista fica ainda mais pesada diante das palavras de Messi. Após aposentar-se da seleção com a derrota na Copa América de 2016 e voltar atrás, o craque condiciona a continuidade ao desempenho em gramados russos:

- Vai depender de como iremos na Copa, como vamos terminar.

- O fato de perdermos três finais nos fez passar por momentos delicados com a imprensa argentina por ela não entender a diferença do que significa chegar a uma final. Não é fácil e é preciso ser valorizado. Claro que é importante conquistar, mas chegar à decisão não é simples - disse ao jornal "Sport".

Campeão da Copa América de 1991 e das Confederações no ano seguinte, Cannigia não esteve no grupo que levantou o último título, em 93. Em elenco com Redondo, Simeone e Goycochea, Batistuta foi o herói com dois gols na final sobre o México, no Equador. O carrasco do Brasil em 90, entretanto, tem experiência suficiente para apontar caminhos para o fim da seca:
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Gabriel Batistuta foi o herói do título da Copa América de 1993, no Equador (Foto: Getty Images)

- Falar em dependência de Messi é exagero. Afinal, não se ganha uma Copa do Mundo sozinho. Esperamos que ele seja o melhor do mundo, um jogador que possa definir uma partida, mas a Argentina não pode ser de um só jogador. Esperamos que apareça Agüero, Higuaín, Dí Maria.
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Em Bronnitsky, a 60km de Moscou, a Argentina se isola para que nada aconteça errado na Rússia. A caminhada para sair da fila começa sábado, às 10h (de Brasília), no estádio do Spartak, diante da Islândia, pelo Grupo D. São os capítulos finais de uma geração que não aguenta mais bater na trave.

FONTE:G1/SELEÇÃO ARGENTINA NA COPA DA RÚSSIA 2018

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